Pagina Inicial Esportes No auge aos 30, Fagner faz aniversário na Seleção e busca feito histórico do ano em que nasceu

No auge aos 30, Fagner faz aniversário na Seleção e busca feito histórico do ano em que nasceu

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Há exatos 30 anos, a seleção brasileira estava na Europa, prestes a levar uma sequência de pancadas que criaria pressão e desconfiança para a Copa América do mês seguinte, em casa.

Há exatos 30 anos, no dia 11 de junho de 1989, também nascia Fagner, lateral-direito cujo sonho é repetir o feito daqueles tempos e ganhar a medalha de campeão no Maracanã.

O jogador do Corinthians, aliás, é o único entre os convocados para a Copa América deste ano, que começa na sexta-feira, no duelo entre Brasil e Bolívia, no Morumbi, a ter nascido naquele ano.

– Fico feliz em saber dessa coincidência. Algo legal, que espero que possa nos trazer boas energias. Essas coisas eu acabo lendo um pouco, vendo em programas de televisão e também em conversas com meu pai, meu sogro e meus tios que contam para gente – comentou o jogador.

– A história do futebol brasileiro é muito grande, com conquistas marcantes e por isso somos os maiores ganhadores da Copa do Mundo. Nós que estamos hoje vestindo essa camisa sabemos o quanto é relevante conquistar um título e colocar o nosso nome na história – acrescentou.

Elogiado pelo técnico Tite recentemente (o técnico disse que jogador vive o melhor momento da carreira), Fagner, agora com 30 anos, tem sido referência no Corinthians e, depois de disputar a Copa do Mundo de 2018 com a Seleção, tem nova oportunidade em uma competição oficial.

– Pois é, chegando aos 30 anos… Vamos ver como vai ser a partir de agora, né… Mas imagino que tranquilo, sem nenhuma crise não. Sou bem tranquilo quanto a isso e prefiro olhar pelo lado de estar mais experiente e não mais velho. Fico feliz pela declaração do Tite, algo que me motiva a seguir trabalhando cada vez mais para manter alto nível e competitividade – disse Fagner.

Se não há crise com a chegada dos 30 anos, por outro lado a nova idade faz o lateral-direito cuidar de uma forma diferente da parte física. Algo que a experiência lhe ensinou.

– O atleta tem que se cuidar sempre, desde o início da carreira, pois a competitividade e a exigência física são muito grandes. Com o passar dos anos, esse cuidado precisa ser maior, mas também diferente. Já tem alguns anos que procuro me preparar bem para as temporadas e nessa última foi algo ainda mais forte – falou Fagner, que depois completou:

– Trabalhei praticamente todos os dias das férias com um personal, seguindo também o que o pessoal no clube nos passou, e pude chegar em um nível muito bom para a pré-temporada. Tenho procurado seguir uma alimentação regrada e o descanso, fundamentais para conseguir um bom desempenho em campo. Sabemos como é o calendário brasileiro, com muitas partidas, então, se a gente não se cuidar o ano todo, fica impossível atuar tantas vezes e ainda manter um bom nível.

Fagner e o fisioterapeuta Caio Mello em treino da seleção brasileira no CT do Grêmio — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Não é só na parte física, porém, que a experiência tem ajudado Fagner. A questão psicológica também fica mais fácil de administrar, segundo o jogador.

– Com certeza nos momentos de dificuldades a gente consegue assimilar melhor as coisas. Mas também nos ajuda a buscar os momentos bons, pois temos uma experiência maior e sabemos melhor como lidar nas situações do dia a dia do futebol. Procuro aproveitar essa experiência também para orientar os mais jovens, pois hoje em dia os garotos tem começado cada vez mais cedo no profissional. No meu caso, essa experiência me ajudou muito entender melhor os jogos e saber como tenho que me portar em cada um deles – opinou o lateral-direito.

Pai de Henrique e Lucca, Fagner acredita que a responsabilidade de ter tido filhos cedo o fez entender melhor a vida e, principalmente, focar completamente no trabalho.

– Ser pai é algo que muda a pessoa completamente, começando já pela responsabilidade que assumimos em nossas vidas com os filhos. Eu fui pai muito jovem, o Henrique, meu filho mais velho, hoje tem nove anos. Ele e o Lucca são duas das minhas fontes de inspiração para todo dia chegar bem para trabalhar e dar o meu melhor. Fico feliz em poder passar minha experiência de vida para eles e de eles gostarem tanto de me acompanhar – disse o pai coruja.

Recuperado de dores musculares na coxa esquerda, problema que o tirou da partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Flamengo, Fagner está liberado pelo departamento médico da seleção brasileira. Na última segunda-feira, ele treinou normalmente com bola.

Com GE