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Veneziano critica estratégia da ala ricardista

Senador Veneziano Vital – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) criticou a estratégia da ala ricardista do PSB contra o presidente destituído, Edvaldo Rosas. Para Veneziano, a crise interna teria sido evitada se o ex-governador Ricardo Coutinho sinalizasse abertamente o desejo de assumir o comando da legenda.

“Com todo respeito, foi equivocada [a estratégia]. Veja, se o ex-governador, que é o nosso líder eleitoral, dissesse: “Meus companheiros, eu tenho a postulação de poder representar o PSB, desta feita como seu presidente”. Você tem alguma dúvida que existisse ou exista alguém dentro do PSB, que não desejasse tê-lo como presidente? Claro que não teria. Não haveria nenhum tipo de resistência”, disse Veneziano em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM.

De acordo com Veneziano, Edvaldo Rosas já havia manifestado recentemente a intenção de passar o comando do partido para o ex-governador, que acabou negando.

Apesar de criticar a ação da ala do ex-governador contra Rosas, Veneziano afirmou que trabalha pela pacificação na legenda. Na última segunda-feira (19), o governador João Azevêdo criticou a decisão da direção nacional de dissolver o diretório estadual e não descartou deixar a legenda. Socialistas, como o Secretário de Esporte e deputado licenciado, Hervázio Bezerra (PSB), afirmou que só um milagre evitaria o rompimento de João com Ricardo.

Na última sexta-feira (16), Siqueira decidiu que nomeará uma comissão provisória na sigla, depois que integrantes do diretório estadual ligados ao ex-governador Ricardo Coutinho iniciaram movimento de renúncias, provocando a destituição do então presidente, Edvaldo Rosas, e uma nova eleição na legenda, um ano antes do fim mandato.

A crise interna no PSB começou quando o governador João Azevêdo nomeou Edvaldo Rosas para Secretaria Chefe de Governo. A nomeação desagradou as deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra – historicamente ligadas a Ricardo -, que começaram a pedir a saída de Rosas da presidência do PSB.

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