A prefeitura municipal de Belém, no Agreste paraibano, confirmou na noite desta terça-feira (19) mais dois novos caso do novo coranavírus no município, subindo para onze o números de pessoas infectadas pela doença. As informações são da Secretaria de Saúde do Município.

Segundo a Secretaria de Saúde, um dos casos é no distrito de Rua Nova; trata-se de um homem, 33 anos, residente na Rua da Cruz; já o segundo caso registrado, trata-se de uma mulher, 53 anos, residente na Rua Virgílio Cruz, em Belém.

A prefeitura informou que os casos recuperados serão registrados no Boletim Médico após 21 dias da data dos primeiros sintomas no paciente recuperado e, que todos os pacientes que testaram positivo e os casos em investigação permanecem em quarentena domiciliar.

A prefeitura informou, ainda, que os pacientes recebem orientação para ficar em isolamento domiciliar, sendo monitorados pela equipe municipal de saúde. O órgão também reforça o pedido para que toda população siga as recomendações dá Organização Mundial da Saúde para conter a propagação do novo Coronavírus.

A cidade tem cinquenta e cinco pessoas com síndrome gripal, quarenta e nove casos descartados e trinta e três viajantes monitorados.

A auditoria fiscal do trabalho do Ministério da Economia interditou a Guaraves, uma empresa de gêneros alimentícios, em Guarabira, na Paraíba, nesta segunda-feira (19). Durante uma inspeção, os fiscais apontaram que os profissionais não estavam usando equipamentos de proteção individuais adequados e que normas de higienização não estavam sendo cumpridas, além disso a empresa não estava respeitando, segundo a vistoria, a regra de distanciamento social dos colaboradores durante o horário de trabalho.

Cerca de 200 empregados foram testados e 49 deram positivo para a Covid-19, segundo a inspeção da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia.

A Guaraves, em nota, informou que segue as medidas de segurança e de saúde recomendadas pela Secretaria do Trabalho e demais órgãos públicos que atuam no combate à pandemia da Covid-19. Além disso, destacou que tem compromisso com a saúde dos colaboradores e da sociedade em geral.

Segundo o Auditor Fiscal do Trabalho, Nei Alexandre, a indústria não estava cumprindo as exigências de proteção dos empregados em razão da pandemia da Covid 19.

“Os trabalhadores não estavam utilizando os EPIs necessários à segurança exigida para o momento. A empresa não  estava adotando algumas regras de higienização recomendadas, bem como faltavam aspectos básicos de cumprimento do distanciamento necessário entre os trabalhadores, na atividade”, afirmou a autoridade trabalhista.

Ainda de acordo com os fiscais, empresa não conseguiu executar um plano de vigilância epidemiológica que fosse capaz de detectar de forma precoce os casos de adoecimento ocorridos no local nem adequou de maneira eficaz seu ambiente de trabalho de forma a garantir um distanciamento seguro entre os trabalhadores e que evitasse aglomerações.

“Um empregado contaminado tem potencial para contaminar diversos outros trabalhadores e seus contactantes. Nesse sentido, não podemos deixar de exigir, com maior rigor ainda, o cumprimento das normas de proteção adequadas”, afirmou a chefe da SST da Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba.

Uma análise de dados de uma pesquisa mostrou que o coronavírus se difundiu do leste para o oeste e que o deslocamento se deu principalmente da BR-230, na Paraíba. A pesquisa do Laboratório de Estudos e Gestão de Águas e Território, vinculado ao Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), criou um serviço de produção e divulgação de mapas e dados com a espacialização e a evolução dos casos oficiais da Covid-19 na Paraíba.

Conforme a pesquisa, os polos regionais ao longo da BR-230, como Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras, tornaram-se novos centros de disseminação, em caráter regional. Esses dados são então filtrados, analisados e inseridos em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG) para a geração dos mapas. O último, disponibilizado no domingo (17), registra 194 óbitos, 11 a mais do que no mapa do sábado (16), que contabilizava 183 óbitos.

Segundo análise do professor pesquisador Pedro Vianna, a falha no acompanhamento dos primeiros casos, com a ausência de exames, não permite saber se o principal meio de entrada do vírus na região de João Pessoa foi pela via aérea, originário de São Paulo ou de Brasília, ou pela BR-101, vindo da região metropolitana de Recife, no Pernambuco.

Conforme a análise, a região de João Pessoa expandiu o vírus pelo seu entorno e se tornou uma vasta zona de contágio, contribuindo para isso sua morfologia urbana, com aglomeração urbana com alta densidade populacional.

De acordo com os estudos, há mais de 80 comunidades na capital. O alto grau de verticalização nas zonas de classe média e alta do litoral obriga o uso de áreas comuns como elevadores, relevantes na disseminação do vírus.

Segundo o estudo, outros fatores que colaboram para a propagação da doença são a estrutura interna da rede de distribuição de serviços e mercadorias, principalmente a de alimentos, ainda fortemente marcada pela presença de mercados municipais e feiras livres em diversos bairros, quebrando o distanciamento social. Outro problema é a disponibilidade hídrica. Em zonas que não são atendidas por rede de água tratada, as pessoas não têm como fazer a higienização para prevenir o contágio.

A execução do mapa está sob a responsabilidade de alunos de graduação, mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Geografia da UFPB. O trabalho vem sendo desenvolvido desde o dia 2 de abril. Uma parte das atualizações é feita por rotinas automáticas que buscam e capturam dados de sites oficiais do Governo Federal e da Paraíba, principalmente os dos boletins da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba.

Os mapas são elaborados pelos estudantes Francisco Segundo Neto (doutorado), Maria Cecilia Silva (doutorado), Thiago Farias (mestrado) e Arthur Santos (graduação).

Jornal da Paraíba

Uma operação da Polícia Civil prendeu quatro pessoas suspeitas de tráfico de drogas e assaltos nas cidades de Campina Grande e Lagoa Seca, no Agreste da Paraíba. Também foram apreendidos armas, drogas e munições.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Salus teve o objetivo de combater o tráfico de drogas e os assaltos registrados na região.

Após investigação das Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio e Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Campina Grande e com autorização judicial, os policiais realizaram buscas em imóveis ligados aos investigados.

Quatro pessoas foram presas preventivamente. Com os suspeitos foram apreendidas três armas de fogo, 110 munições de diversos calibres, porções de maconha, cocaína e loló, além de uma motocicleta e outros objetos que, segundo a polícia, evidenciam as atividades ilícitas praticadas.

O material foi apreendido e será submetido a perícias. Os presos foram conduzidos à carceragem da Polícia Civil e serão apresentados ao Poder Judiciário.

Um corpo amarrado e com sinais de violência foi encontrado no Campo do Batatão, no Baixo Roger, em João Pessoa, na manhã desta terça-feira (19). Segundo informações da Polícia Militar, o corpo da vítima é do sexo masculino, estava com pés e mãos amarrados e também se encontrava com a boca amordaçada.

A polícia chegou no local através de denúncias feitas pelo Centro Integrado de Operações (Ciop). Ainda de acordo com a PM, alguns moradores relataram barulhos de arma de fogo perto do local, na noite desta segunda-feira (18).

A perícia ainda está apurando o caso. O corpo segue sem identificação.

As investigações da morte do defensor público aposentado da Paraíba Levi Borges de Lima, de 72 anos, foram concluídas com a prisão de um homem no sábado (16) e a apreensão de um adolescente, segundo a Polícia Civil. Em coletiva virtual nesta terça-feira (19), Cláudio Neto, delegado e gestor da Divisão de Homicídios Metropolitana Sul, disse que é possível “dar certeza que o crime foi latrocínio”.

O roubo seguido de morte aconteceu no dia 9 de abril deste ano, na saída de um condomínio no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, onde a filha de Levi mora. Na abordagem criminosa, ele foi baleado, socorrido por familiares para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.

Levi Borges, de 72 anos, atuou por mais de 30 anos como defensor público da Paraíba — Foto: CMJP/Divulgação

Levi Borges, de 72 anos, atuou por mais de 30 anos como defensor público da Paraíba — Foto: CMJP/Divulgação

Segundo o delegado, três dias após o crime, ocorreu a apreensão do adolescente de 17 anos. “Desde então, as diligências foram ininterruptas. Conseguimos identificar e apreender um menor, que foi o autor dos disparos”, afirmou.

Aproximadamente 35 dias depois, a polícia encontrou um homem que também aparecia nas imagens registradas pela câmera de segurança do condomínio. O nome e a idade dele não foram divulgados.

“No sábado (16), conseguimos efetuar a prisão. Estávamos de posse de um endereço antigo, por isso passamos o dia inteiro para localizá-lo. Ele estava trabalhando num estabelecimento comercial em Jaboatão dos Guararapes [no Grande Recife]”, contou.

“Com relação à motivação, muitas histórias surgiram por causa da profissão dos familiares da vítima, que poderia ser uma retaliação pelo fato de uma filha ser juíza e outras teorias, mas, concluindo as investigações, podemos dar certeza que o crime foi latrocínio, nada mais que isso. Não teve relação com a profissão exercida pela vítima nem pelos seus familiares”, declarou o delegado.

O homem preso no sábado (16) foi levado para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana. O adolescente apreendido já tinha sido encaminhado para o Centro de Internação Provisória (Cenip) da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), localizado no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife.

Jornal da Paraíba

Em menos de 24 horas, o Rio Grande do Norte registrou 300 novos casos de coronavírus e 12 novos óbitos de pacientes da doença, de acordo com dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde no início da tarde desta terça-feira (19). Agora o estado tem 3.483 casos confirmados e 160 mortes pela doença. 992 estão recuperadas da doença.

O último boletim divulgado na noite de segunda-feira (18) registrava 3.183 casos confirmados e 148 mortes por Covid-19. Segundo a pasta, ainda há 52 mortes em investigação.

Ainda de acordo com o boletim epidemiológico da segunda-feira (19), 395 pacientes estão internados com coronavírus ou suspeita da doença. Destes, 133 estão em leitos de UTI. O estado ainda tem 10.699 pessoas notificadas com suspeita da doença e outras 7.988 testaram negativo.

De acordo com a Sesap, os 12 novos óbitos foram registrados em Riacho da Cruz, Ceará-Mirim (2), Macaíba, Mossoró, Areia Branca, Natal (2), Ipanguaçu, Parnamirim, Santo Antonio e Afonso Bezerra.

Situação do coronavírus no RN

  • 160 mortes
  • 3.483 casos confirmados
  • 10.699 suspeitos
  • 7.988 descartados
  • 992 recuperados

Um empresário matou o irmão e tirou a própria vida em uma fazenda no município de São Pedro, interior do Rio Grande do Norte, na manhã desta terça-feira (19). Polícias Militar e Civil confirmaram que foram acionadas, enviaram equipes ao local e aguardam a chegada do Instituto Técnico Científico de Perícia.

De acordo com as informações iniciais, Tasso Flor atirou em Túlio Flor durante uma discussão, presenciada por outros familiares. Em seguida, ele teria tirado a própria vida. Não se sabe o motivo da discussão.

A família de empresários é dona de uma rede de postos de combustíveis e da empresa Via Sul, que presta serviço de transporte urbano em Natal. De acordo com as evidências colhidas no local pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), Túlio foi atingido por quatro disparos.

CDL e FCDL lamentaram mortes de empresários

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL) emitiu nota em que lamentou “profundamente” a morte de Tasso e Túlio Flor. “Oramos para que Deus possa confortar familiares e amigos. Estamos todos consternados”, diz a nota, assinada pelo presidente da instituição, José Lucena.

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do do Rio Grande do Norte (FCDL RN) também enviou uma nota à imprensa em que “manifesta imenso pesar pelos falecimentos dos empresários Tasso e Túlio Flor”.

“Manifestamos nossa solidariedade aos familiares e amigos. Que Deus em sua infinita bondade possa confortar a todos e acalmar os corações que neste momento sofrem com a partida dos entes queridos. A família Flor é conhecida em todo Rio Grande do Norte por empreender e gerar emprego e renda para este Estado”, diz a nota, assinada pelo presidente da federação, Afrânio Miranda.

Uma mulher foi morta a tiros na madrugada desta terça-feira (19), dentro de uma pousada, em Marizópolis, na Paraíba. O estabelecimento fica em um posto de combustíveis.

A vítima foi identificada como Lúcia Suelene da Silva Sampaio, de 29 anos, natural do Ceará, conforme informações da Polícia Militar da Paraíba. O crime aconteceu por volta das 3h30. Funcionários do posto disseram que ela e um homem estavam hospedados há três dias no local e na madrugada desta terça foram ouvidos os disparos.

Após os tiros, o homem fugiu a pé do local com uma arma na mão. Quando os funcionários foram até o quarto, encontraram a vítima sem roupa e caída ao chão. Até as 6h50 ninguém havia sido preso suspeito de ter cometido o crime.

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aprovou nesta segunda-feira (18) um calendário acadêmico suplementar com aulas remotas para os quatro campi da instituição. Serão oferecidos componentes curriculares e extracurriculares, mas a matrícula não será obrigatória.

De acordo com a UFPB, a decisão vale para calouros e veteranos. As matrículas acontecem nos dias 1° e 3 de junho, pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa). A carga horária cursada contará para integralização do curso.

Ainda não há previsão de início do semestre letivo 2020.1 para os cursos de graduação, sejam eles na modalidade presencial ou de ensino a distância (EaD).

As atividades do calendário suplementar não serão obrigatórias para os alunos e professores, e serão realizadas entre os dias 8 de junho e 14 de agosto. A colação de grau de concluintes está prevista para o período de 17 a 28 de agosto.

O calendário foi aprovado em reunião virtual do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). Segundo a pró-reitoria da instituição, serão ofertadas capacitações para os discentes antes do início e durante a execução do calendário suplementar.

De acordo com a UFPB, as plataformas digitais a serem utilizadas para as atividades são a turma virtual do Sigaa e o Moodle classes da UFPB. Mas também poderão ser utilizados, por exemplo, Google classroom, Canvas, mídias sociais, Whatsapp, Facebook e Instagram, desde que o docente se responsabilize pelo cadastro dos discentes e por alimentar os dados no Sigaa.

Em uma pesquisa virtual da UFPB feita com 14.104 alunos da instituição, 83% têm acesso a computador ou notebook e 90% à internet de banda larga. Segundo o levantamento, 76% disseram que participariam das atividades e 70% declararam ter condições adequadas para aprendizagem remota. A pesquisa foi disponibilizada para 28.578 estudantes com matrícula ativa na UFPB.