Um cano pertencente à Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) estourou e provocou um grande desperdício de água na noite desta sexta-feira (22), ao lado do terminal rodoviário da cidade de Belém, no Agreste paraibano.

Imagens repassados por moradores ao WhatsApp do Portal do Brejo mostram o calçamento afundado com um buraco aberto e a água escorrendo pela travessa Feliciano Pedrosa, rua lateral ao terminal rodoviário.

De acordo com moradores, o rompimento do cano aconteceu por volta das 19h30 após um ônibus, ao chegar ao acesso ao terminal rodoviário, passar pelo buraco e causar o vazamento.

“O ônibus ao entrar na rodoviária passou onde existia o buraco. Acho que o calçamento cedeu com o peso do ônibus”, afirmou um morador.

Até às 22h, momento em que a equipe do Portal do Brejo saiu do local, ninguém da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) havia chegado ao local para realizar o reparo do cano.

Os municípios de Belém, Caiçara e Logradouro, abastecidos pelo manancial Lagoa do Matias, vem passando nós últimos meses por uma grave crise hídrica, tendo água nas torneiras a cada 15 dias.

Confira alguns vídeos:

 

 

Duas pessoas foram presas e 350 quilos de drogas foram apreendidas na tarde desta sexta-feira (22), em João Pessoa. A droga foi encontrada enterrada em uma granja. Carregadores de armas e duas caixas de pistola também foram apreendidas. A ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) foi batizada de Operação Tatu.

Segundo informações da polícia, do total apreendido, foram 250 quilos de maconha, 50 quilos de pasta base de cocaína e 50 quilos de skank, um tipo de maconha mais potente.

Além disso, insumos para droga, como balança de precisão e uma prensa hidráulica, também foram apreendidas.

Um homem foi preso no local onde a droga foi achada e uma mulher foi presa em um apartamento no bairro dos Bancários. No apartamento, anotações com valores foram encontrados

A polícia continua em diligências e os dois suspeitos foram levados para a Central de Polícia Civil, em João Pessoa.

Em agenda na Paraíba nesta sexta-feira (22), o governador do estado de São Paulo e presidenciável João Dória, do PSDB, ignorou a decisão do PSDB da Paraíba que realizou coletiva em julho desse ano para anunciar seu apoio ao nome do ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD) e disse que, até agora, não há nenhuma definição de palanque no caso da Paraíba.

Segundo ele, em cada estado há uma visão regional que precisa ser respeitada e que, no caso da Paraíba, o diálogo sobre essa definição ainda está em curso.

“Em cada estado há uma visão regional que precisa ser respeitada. O PSDB não pode impor candidaturas, tem que respeitar. Na Paraíba é um diálogo que ainda está em curso. Não há nenhum pensamento de posição em relação ao perfil do PSDB no caso da Paraíba. Há um bom entendimento sob a liderança de Ruy, Edna, de Pedro e dos deputados estaduais Tovar e Camila. É um processo ainda em construção no caso específico da Paraíba. Nos demais estados também. Temos uma trajetória longa, ainda há tempo. A hora é de mitigação, de dialogar, de conversar, para se chegar a razão e as definições”, ressaltou.

Dória estará na Paraíba na tarde de hoje onde cumpre agenda em busca de apoio ao seu nome nas prévias do PSDB. Ele disputa a preferência da sigla com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Blog do Ninja

Em sua live semanal desta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro admitiu que haverá novos aumentos nos preços dos combustíveis. “Vão ter novos reajustes nos combustíveis? Deve ter aumento dos combustíveis! Não precisa ser mágico para descobrir isso. É só ver o preço do petróleo lá fora e quanto está o dólar aqui dentro,” justificou. De acordo com Bolsoanaro o país ainda depende de importação de diesel e parte da gasolina. “Então se não reajustar, falta! Inflação é horrível? é péssimo! Mas pior é o desabastecimento”, disse o presidente da República.

Bolsonaro afirmou que pretende dar um auxílio aos caminhoneiros. “O que nós buscamos fazer, acertados com a equipe econômica? Alguns não querem. Outros acharam que era possível. Dar um reajuste para os caminhoneiros em havendo um novo reajuste. Está decidido até o momento dar R$ 400 para 750 mil caminhoneiros autônomos”, afirmou. Segundo o presidente serão gastos cerca de R$ 3 bilhões ao ano, dentro do orçamento.

Greve iminente

O comentário de Bolsonaro veio depois que a Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas notificou ao governo federal e as autoridades parlamentares de uma paralisação dos caminhoneiros, prevista para 1º de novembro, e o estado de greve da categoria, adotado desde o último sábado (16). A paralização é motivada pelos sucessivos aumentos no preço dos combustíveis entre outras pautas.

No documento enviado a autoridades do Executivo e Legislativo e assinado pelo presidente da bancada, deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS), a frente diz que está disposta a “auxiliar nos diálogos e propostas de solução com representantes dos caminhoneiros”.

Os ofícios, enviados na terça-feira (19), foram endereçados ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira Filho, ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ao presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira, e ao presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

Último reajuste

A Petrobras anunciou no último dia 8 um reajuste no preço da gasolina e do GLP (gás liquefeito de petróleo), popularmente conhecido como gás de cozinha, em suas refinarias.  O preço médio de venda da gasolina subiu 7,19%, de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, o que representou uma alta de R$ 0,20 por litro nos postos.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passou a ser de R$ 2,18 por litro, em média. Uma variação de R$ 0,15 por litro.

Portal R7

Conhecida por suas belezas naturais e lindas praias, João Pessoa vem se destacando cada vez mais no turismo nacional. A Capital paraibana é a terceira cidade no ranking dos destinos mais vendidos no Brasil, de acordo com os dados do mês de setembro de 2021 divulgados pelo Omnibees – website de reservas e vendas diretas da rede hoteleira.

Segundo os números do Omnibees, João Pessoa teve um crescimento de 145,10%, ficando atrás apenas de Porto Seguro (BA) e Ipojuca (PE). Fortaleza-CE e Balneário Camboriú fecham o Top 5 dos destinos mais vendidos do Brasil em setembro. A Omnibess analisou 4.949 equipamentos hoteleiros em 640 destinos no Brasil, a partir do início da pandemia da Covid-19.

Os números foram recebidos com alegria pelo secretário de Turismo de João Pessoa, Daniel Rodrigues, que destacou os investimentos feitos pela gestão para divulgar a cidade e colocá-la neste patamar de um dos destinos mais visitados do Brasil.

“Eu recebi os números com muito orgulho em fazer parte desta gestão do prefeito Cícero Lucena. Assumimos em um momento complicado de pandemia, mas fizemos investimentos em marketing e propaganda para divulgar nossa cidade e estamos colhendo os resultados. Nosso intuito em 2022 é dobrar os investimentos para atrair ainda mais turistas”, destacou o secretário.

Natal – João Pessoa deve receber ainda mais turistas no final do ano. Na última segunda-feira (18), a Prefeitura lançou a programação do Natal dos Sentimentos, evento que terá 24 dias de atrações. A abertura está prevista para o dia 3 de dezembro e vai contar com polos de diversão e cultura para crianças e adultos, além de ação solidária.

A festa vai funcionar em três polos que serão interligados por vias decoradas e com deslocamento garantido. A expectativa da Prefeitura é que o Natal dos Sentimentos provoque um aumento de 200% no número de turistas, movimentando cerca R$ 80 milhões em negócios e investimentos. Além disso, 4,5 mil empregos devem ser gerados direta e indiretamente.

“Nesta sexta-feira, estou em Fortaleza para apresentar ao trade turístico nacional e internacional o projeto Natal dos Sentimentos, durante a realização do BTM – Brazil Travel Market, um dos principais eventos de turismo do Brasil. Estamos focados na divulgação de João Pessoa e os resultados estão aí. Isso não é mágica, é resultado do trabalho feito por toda a gestão”, finalizou Daniel.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou na tarde desta sexta-feira (22) o recurso impetrado pela defesa do ex-procurador-Geral do Estado, Gilberto Carneiro, para trancar uma das ações penais que ele é réu no âmbito da Operação Calvário.

O processo contestado por Carneiro trata sobre a denúncia oferecida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) que relata o recebimento de remuneração por parte de Maria Laura Caudas, ex-assessora de Gilberto, entre os anos de julho de 2016 a abril de 2019.

Segundo os investigadores, apesar de receber salários, não houve a prestação de serviço junto à Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba.

Para a força-tarefa, Gilberto Carneiro foi omisso pelo fato de estar à frente da PGE e não atuar para impedir “a conduta delituosa” de Maria, “permitindo que auferisse renda sem que, de fato, trabalhasse em seu gabinete”.

A defesa de Carneiro argumentou que o processo não poderia ter prosseguimento já que seria baseada “exclusivamente” na delação premiada de Leandro Azevêdo Nunes, ex-assessor de Livânia Farias.

“Não seria possível o recebimento da denúncia, uma vez que lastreada, exclusivamente, em declarações prestadas por delator”, assinam os juristas na peça apresenta ao STF.

Gilmar Mendes, porém, afirmou que “não vislumbra circunstâncias que conduzam a um entendimento distinto daquele consignado na origem” e não “houve constrangimento ilegal ou abuso de poder passíveis de desconstituição”.

Por Walisson Bezerra

O auxílio-diesel de R$ 400 prometido pelo presidente Jair Bolsonaro cobre só 13% do abastecimento completo de um caminhão – uma média de cerca de 80 litros para uma capacidade de 600 litros. É o que informa, em nota, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o “Chorão”.

Nos grupos de comunicação dos caminhoneiros, circulam outros depoimentos com conteúdo semelhante. Em um deles, um motorista de Cuiabá calcula que só os reajustes programados para ocorrer até 1º de novembro – data para a qual está programada uma paralisação da categoria – elevarão seus gastos mensais com abastecimento em cerca de R$ 1.800. Com isso, sua despesa mensal irá para R$ 17.000.

Em uma parada no posto na quinta-feira, o caminhoneiro Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), desembolsou R$ 819,52 por 177,002 litros de diesel. “Amanhã tem mais outra desta”, contou.

É por causa dessas cifras que o auxílio, longe de ser recebido como um alívio, tem sido chamado de “esmola” nos grupos de comunicação de caminhoneiros. “É mais um ‘balão apagado’ para categoria colecionar de promessas do governo que ajudou a eleger”, reclama Chorão.

Eles querem alterações na política de preços da Petrobras. “Queremos estabilidade dos preços dos combustíveis, um fundo de colchão para amenizar volatilidade, mudança na política de preços da Petrobras, aposentadoria especial a partir dos vinte e cinco anos de contribuição e acima de tudo, queremos respeito e cumprimento da Lei nº: 13.703/2018, conhecida como Lei do Piso Mínimo de Frete”, lista o presidente da Abrava.

Em tese, os reajustes no preço do diesel são repostos aos caminhoneiros, com a revisão dos pisos mínimos do frete. Mas, desde 2018, os caminhoneiros se queixam de falta de fiscalização no cumprimento do piso mínimo de frete.

A política de preços da Petrobras foi o principal motivador da histórica paralisação ocorrida naquele ano, durante o governo Michel Temer, quando o país entrou em colapso de abastecimento.

Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), até o fim do mês de setembro de 2021, mostra que o Estado e os Municípios da Paraíba receberam R$ 2,73 bilhões entre recursos da LC nº 173/20, da Lei nº 14.041/20 (AFM/AFE) e recursos transferidos pelo Governo Federal para o combate à Covid-19. Os entes citados informaram gastos da ordem de R$ 1,52 bilhão como sendo específicos para o enfrentamento da pandemia. Veja aqui o relatório completo do TCE-PB.

Os dados foram apresentados pelo presidente da Corte, conselheiro Fernando Rodrigues Catão, na última sessão do Tribunal Pleno e se referem a mais um relatório de acompanhamento da gestão dos recursos para o combate à Covid-19. Somente para os Municípios, conforme os dados consolidados, foram transferidos valores na ordem de R$ 853.537.734.

No período da Pandemia, os entes municipais paraibanos empenharam R$ 803.515.569 em despesas com a destinação mencionada, conforme dados do SAGRES/TCE-PB. Fazendo um recorte apenas do ano de 2021, foram empenhados R$ 255,9 milhões para o combate à pandemia, sendo 81,19% desses recursos alocados na função saúde.

Observou-se, em termos de recursos, que entre os meses de janeiro e setembro de 2021 os municípios receberam R$ 686,4 milhões a mais de transferências constitucionais e legais do que em relação ao mesmo período de 2020, ou seja, um crescimento de 17,1%.

O conselheiro Fernando Catão explicou que o relatório consolidado se refere ao acompanhamento permanente que a Corte vem realizando nos municípios paraibanos e tem como objetivo apresentar uma visão geral, diante o cenário da pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

Os dados dos valores repassados pela União aos municípios para o enfrentamento ao coronavírus foram obtidos de diversas fontes, entre as quais o Portal da Transparência do Governo Federal e o SAGRES/TCE-PB.

Os números mostram de forma acumulada a existência de 441.674 casos da Covid-19, conforme dados do Ministério da Saúde. Na mesma data, também de forma acumulada, eram registrados 9.311 óbitos, um crescimento em relação ao mês anterior de 1,93% e 1,35%, respectivamente.

O relatório destacou ainda que foram aplicadas na Paraíba até o fim de setembro 4.299.802 vacinas, sendo 2.779.363 referentes à primeira dose, 1.497.640 referentes à segunda dose ou única e 22.799 de doses de reforço, evidenciando uma média diária de aplicação referente apenas à primeira dose de 10.857 doses/dia e de 5.827 doses/dia para a segunda dose ou única.

Contratações por tempo determinado

O relatório aponta que as contratações por tempo determinado no período foram o elemento de despesa com maior volume de recursos empenhados em 2021 na função saúde para o combate à Covid-19, R$ 74,8 milhões, representando 36,01% do total.

O Sistema Tramita/TCE-PB registra também que desde o início da pandemia foram informados 1.954 procedimentos de dispensa de licitação com base na Lei nº 13.979/20 ou procedimentos com base na Medida Provisória 1.047/21. Somando os valores ratificados por essas dispensas, o montante resultante é de R$ 159,4 milhões.

Ao final o relatório destaca que para chegar aos dados do levantamento foram selecionadas diversas fontes oficiais como o Ministério da Saúde, Portal da Transparência do Governo Federal, Secretaria do Tesouro Nacional – STN, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, SAGRES/TCE-PB, Sistema Tramita/TCE-PB e Portal do Governo Estadual da Paraíba.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, teve um lucro de R$ 1,24 milhão nos últimos quatro dias com a desvalorização do real frente ao dólar nesse período. Desde segunda-feira (18), o patrimônio de US$ 9,55 milhões investido pelo ministro na offshore que mantém no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas subiu em média R$ 300 mil por dia devido a movimentos da própria área econômica do governo, liderada por ele.

No começo da semana, quando Paulo Guedes se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro para tratar do Auxílio Brasil — o novo Bolsa Família —, o dólar estava cotado em R$ 5,51, segundo a conversão do Banco Central. Naquele dia 18, o patrimônio do ministro na offshore equivalia a R$ 52,620 milhões. Nesta quinta (21), com o dólar encerrando o dia a R$ 5,64, o valor em reais investido na offshore saltou para R$ 53,862 milhões — um aumento de R$ 1,242 milhão desde o começo da semana.

Nesta quarta-feira (20), Guedes chegou a afirmar que estudava uma licença para furar o teto de gastos do governo federal, o que foi mal recebido pelo mercado financeiro, provocando a alta do dólar e quedas sucessivas da Bolsa de Valores. A declaração aconteceu durante evento promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

A emenda constitucional que criou o teto de gastos, aprovada em 2016, é considerada a âncora fiscal das contas públicas do país. Alterações no limite de gastos dão sinais de um cenário de risco ao mercado. O indicador econômico chamado risco Brasil, por exemplo, subiu nesta quinta-feira ao maior nível em mais de seis meses, influenciado pela turbulência nos mercados brasileiros diante do temor de descontrole das contas públicas.

Offshore

O R7 já havia mostrado que Paulo Guedes lucrou R$ 14 mil a cada dia como ministro com a offshore. A desvalorização do real durante o comando de Guedes no Ministério da Economia fez com que o investimento feito pelo ministro em agosto de 2015, equivalente a R$ 35 milhões, subisse mais de R$ 18 milhões até o último dia 3, quando foi revelada a existência da conta dele no paraíso fiscal.

Segundo especialistas, não é ilegal ter offshores, mas elas devem ser declaradas à Receita e, no caso de servidores públicos, há uma série de regras para evitar conflito de interesses. Guedes segue afirmando que as operações são legais e que ele se desvinculou de toda atuação no mercado privado, dentro dos termos exigidos pela Comissão de Ética Pública.

Debandada

Nesta quinta-feira, quatro dos principais auxiliares de Guedes deixaram a pasta. O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração. A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também deixaram o ministério. Eles discordam do drible que o governo pretende fazer no teto de gastos para bancar o Auxílio Brasil.

A situação agravou a crise política no governo. A possibilidade de demissão de Guedes se fortaleceu desde a revelação da offshore. Pesquisa divulgada em 8 de outubro mostra que 64% da população brasileira acreditava que Bolsonaro deveria demitir Guedes. Para uma parcela ainda maior dos entrevistados (68%), o ministro não tinha condições de permanecer no cargo. O levantamento, encomendado pela RecordTV, foi feito pelo Instituto Realtime BigData.

Em 15 de outubro, a pesquisa PoderData também evidenciou a rejeição ao trabalho de Guedes. De acordo com o levantamento, um terço dos brasileiros avaliava mal a atuação do ministro. A gestão dele era considerada “ruim” ou “péssima” por 35% dos brasileiros que o conhecem. O número é 9 pontos percentuais superior ao da avaliação do ministro no levantamento anterior.

Inflação

A crise ocorre em momento em que o país enfrenta alta de preços. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação de janeiro a setembro de 2021 já é de 6,90%, quase o dobro da registrada durante todo o ano de 2019, o primeiro de Paulo Guedes como ministro da Economia, que foi de 4,31%. O índice acumulado nos últimos 12 meses já é de 10,25%. O número é o maior desde fevereiro de 2016 (10,36%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Portal R7

O deputado estadual Chió (Rede/PB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba para alertar a sociedade sobre os efeitos imediatos das questões climáticas e ambientais na Paraíba.

O parlamentar foi incisivo ao reviver dados do último relatório da ONU sobre as alterações climáticas e a desertificação no Brasil. “O último relatório do Clima elaborado pela ONU identificou que o Nordeste está com uma área do tamanho da Inglaterra em processo severo de desertificação, e a Paraíba é um dos estados que infelizmente tem as maiores áreas de desertificação. Não podemos nos enganar, isso tem impactado fortemente a vida das pessoas”, destacou Chió.

O parlamentar utilizou como exemplo, a região do Brejo paraibano, que está em colapso de água e cujas causas precisam ser identificadas e solucionadas. “A gente falar em meio ambiente às vezes é taxado de chato, de ambientalista, mas, a gente está vendo agora o que está acontecendo com o nosso clima. Os impactos que estão acontecendo, por exemplo, em uma região que é chamada de Brejo, que significa lugar alagado e de muita água. E hoje, temos quinze cidades praticamente em total colapso. Precisamos debater e estudar as causas e buscar soluções”, enfatizou.

 

Conferência Nordeste Pelo Clima

O deputado Chió (Rede/PB) aproveitou a oportunidade para convidar os deputados da Casa, e a sociedade paraibana para participar e acompanhar a programação da Conferência Nordeste Pelo Clima. “Jovens de vários estados do Nordeste estarão em João Pessoa, dias 22 e 23 fazendo uma agenda da PRÉCOP-26, que será na Escócia agora no início de Novembro. Quando tem desertificação, quando tem seca e falta de água, também tem fome para as pessoas e para os animais e é urgente encontrarmos soluções para esses impactos”, acrescentou.

Audiência Pública na Assembleia

Dentro da Programação da Conferência Nordeste Pelo Clima, acontece a Audiência Pública ‘Desertificação e falta de água: Mudanças climáticas na Paraíba e no Nordeste’, que acontece nesta sexta-feira (22), às 10h, com transmissão da Tv Assembleia. A audiência é de autoria do mandato parlamentar do deputado estadual Chió (Rede/PB) e pretende reunir grandes nomes da causa climática nacional, além de jovens ativistas de todo o Nordeste.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação

Deputado Estadual Chió (Rede/PB)