‘Populismo miserável que desuniu o Brasil’, diz Julian Lemos em terço de críticas a Bolsonaro

JULIAN LEMOS

O deputado federal Julian Lemos (União Brasil) fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, o acusando de fazer “populismo miserável” que “desuniu o Brasil”, criando “revanchismo” e “danos incalculáveis às comunidades cristãs”. Ele foi o entrevistado desta segunda-feira (7) do Correio Debate, da Rede Correio Sat.

Ex-coordenador da campanha de Bolsonaro no Nordeste nas Eleições 2018 e ex-fiel aliado, Julian Lemos não poupou críticas ao futuro ex-presidente. “Ele nunca fez um governo de direita. Nunca houve combate à corrupção. Quis se tornar maior que a cadeira da Presidência”, disse.

Refletindo sobre o momento em que poderia criticar Bolsonaro, ele diz que não o fez antes porque seria considerado traidor, também não revelou nada pouco antes das eleições para não ser considerado oportunista e falou que se contasse depois do pleito também seria criticado. “Eu ia falar quando, quem ia acreditar?”, questionou.

Sobre as expectativas para o Governo Lula, Julian Lemos disse que o Brasil não terá um governo petista, de esquerda, mas de coalizão, em que vários partidos de características ideológicas diferentes vão participar. “A bancada ultrarradical vai falar fino. Polarizações são inúteis”.

A respeito do futuro de Jair Bolsonaro, Lemos afirmou que ele não estaria preocupado com o resultado das eleições e se pudesse voltar no tempo, não mudaria o pleito. “Ele está tranquilo demais. Não faz questão. Aos poucos ele vai ser constrangido a ficar na dele”, disse.

Julian Lemos falou ainda sobre o cenário estadual, onde apoiou o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) ao Governo do Estado, mas mudou de lado no segundo turno e fechou aliança com o governador reeleito João Azevêdo (PSB). “João vai fazer um segundo mandato melhor que o primeiro”.

Julian Lemos foi eleito deputado federal em 2018 quando integrava o PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro. Antes eleito com 71.899 votos dos paraibanos, nas eleições deste ano ele teve 36.530 votos e não conseguiu a reeleição para a Câmara Federal.

Assista abaixo:

Com informações do Portal Correio