O ex-governador e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho ganhou destaque nesta semana ao ser um dos primeiros a criticar o leilão da Cagepa. Na manhã desta quarta-feira, ele foi entrevistado na Rádio CBN e teceu novas críticas, principalmente à forma como se deu a transição do governo de João Azevêdo (PSB) para Lucas Ribeiro (Progressistas).
Em meio às articulações políticas para 2026, Ricardo afirmou que não tem pressa em relação à disputa pela segunda vaga na chapa governista e ressaltou que, apesar de respeitar as decisões do partido, mantém suas convicções políticas. Para Ricardo, o PT deveria ter candidatura própria para o governo do Estado.
“Eu não posso lutar contra a decisão do partido, mas também não posso negar aquilo que acho”, declarou.
O PT já anunciou apoio às pré-candidaturas de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba e de João Azevêdo ao Senado. Ainda assim, Ricardo sinaliza que só seguirá integralmente a posição petista após uma definição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até lá, mantém um discurso crítico tanto em relação à atual gestão quanto aos governos anteriores.
Ricardo declarou ainda, apoio a reeleição de Veneziano ao senado, mas ressaltou “não ter pressa para segunda vaga”.
Sobre a composição da vice na chapa governista, Ricardo avaliou que o espaço para o PT é reduzido diante da correlação de forças entre os partidos aliados.
“O PP não quer, vamos falar claramente. O PP está de olho nessa coisa de segundo turno. Na hora certa entra em campo o Republicanos. Você acha que isso não é combinado? Existe uma articulação sendo construída porque o projeto desses dois partidos, PP e Republicanos, das famílias Ribeiro e Motta, é um projeto de poder para os próximos 20 anos — ou, mais exatamente, 24 anos”, afirmou.





