O ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), afirmou que não foi responsável pelo rompimento político envolvendo a formação da chapa para as eleições de 2026, no partido Progressitas. Durante entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, nessa segunda-feira (13), ele declarou que foi convidado a deixar o partido e criticou a forma como as decisões foram tomadas, alegando falta de diálogo e de critérios.
Segundo Cícero, ele defendia que a escolha dos integrantes da chapa fosse baseada em critérios objetivos, considerando a capacidade de cada nome para atender às necessidades da Paraíba. No entanto, afirmou que a definição ocorreu sem consulta e desrespeitou a importância política de João Pessoa.
Durante a entrevista, Cícero afirmou que a composição da chapa teria sido definida em Brasília, “nas caladas da noite”, sem transparência e sem considerar sua participação política. Segundo ele, a decisão privilegiou uma “escolha hereditária”, em vez de priorizar o interesse da população.
O pré-candidato também disse que tomou conhecimento da definição da chapa, pela mídia. Conforme o relato, ele não teria sido consultado sobre a composição, que, segundo afirmou, envolvia Lucas Ribeiro (PP), Nabor Wanderley (Republicanos) e João Azevêdo (PSB), restando apenas a vaga de vice-governador em aberto.
Apesar das críticas, Cícero afirmou que considera o episódio superado e defendeu que o foco agora deve estar no futuro do estado.
“Isso, para mim, é águas passadas. A gente tem que olhar para frente, tem que olhar o que é que a Paraíba está precisando”.





