Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos”; Amoêdo destaca que é o fim do bolsonarismo

Foto: Reprodução do Youtube / @SilasMalafaiaOficial

O pastor Silas Malafaia criticou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma mensagem enviada a aliados pelo WhatsApp, nesta quarta-feira (28). A declaração foi uma reação à carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), na qual ele se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outro que reclamou da atitude de Flávio foi o ex-presidente do partido Novo, João Amoêdo, que disse que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos e o manifesto divulgado por ele enterraram o bolsonarismo.

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu Malafaia, segundo mensagens obtidas pela imprensa. O pastor também criticou a condução política do grupo e afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria retirado seu apoio. “Um bando de amadores babacas”, acrescentou.

Na carta divulgada dos Estados Unidos, Flávio questionou o resultado das eleições e alegou, sem apresentar provas, a existência de fraude eleitoral. Após a repercussão, o senador publicou uma nova versão do documento, retirando a expressão “presidente eleito” e passando a se apresentar como “líder do Brasil”.

Amoêdo – “A fuga de Flávio e o manifesto divulgado por ele hoje não deixam dúvidas: o sucessor de Jair enterrou o bolsonarismo. Está na hora de construirmos uma alternativa para o Brasil, e não será com as lideranças políticas que apoiaram Flávio”, declarou Amoêdo.

O senador divulgou uma carta na qual alegou ter deixado o Brasil por considerar que o país vive um “regime de exceção” e afirmou que pretende exercer no exterior uma liderança política que, segundo ele, não conseguiria desempenhar em território brasileiro.

Na primeira versão do documento, Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar de ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25/10). Posteriormente, retirou o trecho e passou a se definir como “líder do Brasil”.

Na carta, o senador também contestou o resultado eleitoral, alegou que houve fraude e acusou integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição política contra ele e sua família. Flávio não apresentou provas das acusações no documento.

Antes da votação, Amoêdo havia manifestado preferência por um novo mandato de Lula em vez de uma eventual Presidência de Flávio. Na ocasião, afirmou que faria oposição a qualquer um dos dois, mas considerava o senador um risco maior para o país.

“Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, declarou.