O Centro Estadual de Referência dos Direitos de LGBT e Enfrentamento à LGBTfobia (Espaço LGBT de João Pessoa) lança nesta terça-feira (17), às 14h, o sistema de cadastro de dados de usuários. O SisChaves foi desenvolvido pela Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh) em parceria com a Companhia Estadual de Processamento de Dados (Codata) e o Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

O nome do sistema é em homenagem a ativista e professora Ângela Chaves, que se dedica ao enfretamento à LGBTfobia e garantia de direitos de LGBTQI+ e foi a primeira coordenadora do Espaço LGBT de João Pessoa, no período de 2011 a 2016.

O SISChaves vai aperfeiçoar a gestão organizacional dos Espaços LGBTs de João Pessoa e Campina Grande e potencializar o fluxo informacional para produção de dados que alimentem o diagnóstico oficial das violações de direitos e violências contra LGBTQI+.

“O cadastro de usuários será feito no sistema e vai gerar dados qualificados sobre perfil, vida social, financeira, familiar, jurídica, e também o cruzamento de dados. Isso vai ajudar a termos um perfil qualificado e o governo a pautar políticas públicas por meio de cursos, melhoria da qualidade de vida, qualificação profissional, saúde”, afirma o coordenador do Espaço LGBT de João Pessoa, Victor Pilato.

A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, afirma que a parceria com a UFPB começou em 2017, quando estudantes de Ciência da Informação coletaram dados de cadastros de usuários desde 2011.

“Todo este trabalho será inserido no sistema, pois antes não tínhamos como organizar as informações. Antes precisava pegar fica por ficha e agora vamos ter tudo no sistema on-line para gerar informações, fazer relatórios e inserir novos dados”, explica Gilberta Soares.

A professora do Departamento de Ciência da Informação, Gisele Rocha, coordenou o Projeto de Extensão

“A Informação no Enfrentamento a LGBTfobia: Implantação do sistema de automação dos dados de atendimento no Espaço LGBT”, que levou a formulação do sistema.

Segundo ela, os dados disponíveis sobre as violações dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queers, intersexos e outras identidades de gênero (LGBTQI+) são subnotificados, já que existe uma carência de estatísticas oficiais.

“Isso se expressa, cotidianamente, de distintas formas, através de preconceitos, discriminações e violências, que variam se combinam entre violência psicológica, física, moral, sexual, ameaças até a morte”, afirma Rocha.

A secretária Gilberta Soares explica que a implantação do SISChaves resultará no aperfeiçoamento da gestão organizacional das duas unidades do Espaço LGBT, na produção de informação sobre as violações de direitos e violências contra LGBTQI+ atendidos nos serviços, contribuindo para o diagnóstico oficial.

“A produção da informação também fornece subsídios para o planejamento contínuo e dinâmico de políticas públicas condizentes com as necessidades informacionais da população LGBT, e consequentemente impactará socialmente no seu empoderamento e inclusão social”, complementa a professora Gisele Rocha.

ClickPB

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