A cidade de Belém, no Agreste paraibano, vive um clima de tensão política entre o Poder Executivo e a bancada de sustentação na Câmara Municipal. O atrito, decorrente de alianças paralelas para as eleições ao Senado Federal, coincide com a suspensão repentina dos serviços de pavimentação asfáltica em diversas ruas do município.
Segundo interlocutores da gestão municipal, o impasse instalou-se após sete vereadores da base alinharem apoio à candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) sem o consentimento da prefeita Aline Barbosa (MDB). A gestora manteve o seu palanque oficial alinhado com as candidaturas de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e do ex-governador João Azevêdo (PSB).
A paralisação dos serviços de pavimentação asfáltica tem gerado insatisfação na população e reações na Câmara Municipal. De acordo com interlocutores, parte dos recursos de infraestrutura no município é fruto de articulação do deputado federal Hugo Motta (Republicanos), filho do então candidato ao Senado, Nabor Wanderley (Republicanos).
Ainda de acordo com interlocutores ligados à gestão, não há qualquer previsão ou prazo para o reinício dos trabalhos. A falta de respostas e os canteiros paralisados no meio do caminho geraram uma onda de indignação na população, que convive diariamente com os transtornos.
Enquanto o impasse não se resolve, a população de Belém segue sem respostas claras e sem previsão de quando as máquinas voltarão a operar na pavimentação da cidade.




