O grupo Jota Quest começou a preparar o próximo álbum de músicas inéditas da banda mineira de pop black. Paul Ralphes foi convidado a produzir o disco, já em fase de gravação no estúdio do quinteto, Minério de Ferro, em Belo Horizonte (MG).

Trata-se do primeiro álbum de estúdio e de inéditas do Jota Quest desde o primoroso Pancadélico (2015), editado há cinco anos. A escalação de Ralphes para a produção musical sinaliza disco pautado pelo bom acabamento pop recorrente na discografia do grupo. “Vai ser um disco normal do Jota. Vai ter canção, porque faz parte da vida do Jota, e vai ter muita coisa diferente também. Muito balanço legal e muita coisa para fazer a galera pular”, adianta o baixista PJ.

Enquanto dão forma ao álbum, previsto para ser lançado ao longo deste ano de 2020, Rogério Flausino (voz), Marco Túlio Lara (guitarra), Paulinho Fonseca (bateria), PJ (baixo) e Marcio Buzelin (teclados) arquitetam o show da Dias melhores tour, espetáculo com o qual a banda voltará à cena em meados do ano – após longa e bem-sucedida turnê de projeto acústico – para celebrar 25 anos de carreira que ganhou impulso em 1995 com a edição independente do primeiro álbum do Jota Quest.

♪ MEMÓRIA – A rigor, Maria Bethânia deu o pontapé inicial na carreira de cantora quando, em 1963, participou em Salvador (BA) de encenação de Boca de ouro (1960), texto do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912 – 1980), em montagem que tinha trilha sonora assinada pelo mano Caetano Veloso, então também dando os primeiros passos profissionais.

Bethânia abria a encenação cantando, no breu, o recente sucesso Na cadência do samba (Ataulfo Alves e Paulo Gesta, 1962), lançado no ano anterior. Em 1964, na sequência dessa incursão teatral pela música, a cantora integrou o elenco de shows coletivos e protagonizou espetáculo solo em Salvador (BA).

Contudo, para a intérprete baiana nascida em 18 de junho de 1946 na cidade interiorana de Santo Amaro da Purificação (BA), o marco zero da carreira foi a estreia no espetáculo Opinião, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Convidada para substituir Nara Leão (1942 – 1989), integrante do elenco original desse teatralizado show-manifesto que estreara em 11 de dezembro 1964, Bethânia subiu pela primeira vez ao palco carioca do Teatro de Arena em 13 de fevereiro de 1965. Portanto, pelas contas oficiais da artista, Bethânia completa 55 anos de carreira nesta quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020.

Mesmo não sendo uma data redonda, a efeméride traz à tona uma lenda que persiste em relação à chegada de Bethânia à cidade do Rio de Janeiro (RJ). Diferentemente do que vem sendo cravado em reportagens publicadas ao longo das últimas décadas, Bethânia não chegou ao Rio com 17 anos, em janeiro de 1965, para se preparar para substituir Nara no Opinião.

Há toda uma lenda – nunca desmentida pela artista – em torno do fato de a cantora ter vindo para o Rio trabalhar quando ainda era menor de idade. O fato é que, em janeiro de 1965, Bethânia já tinha 18 anos e já iria fazer 19 em junho daquele ano de 1965.

O fato também é que ao assumir o papel de Nara Leão no Opinião, após período de preparação em que a cineasta e atriz Susana de Moraes (1940 – 2015) ocupou provisoriamente o lugar de Nara enquanto Bethânia ensaiava para entrar em cena, a intérprete baiana já se mostrou grande e fez história com interpretação antológica de Carcará (João do Vale e José Cândido, 1964), Com o voo alto de Carcará, Bethânia abriu caminho para o início de carreira fonográfica que nunca saiu dos trilhos nesses 55 anos.

A força da personalidade foi fundamental para que Bethânia não se deixasse encapuzar com a capa de “cantora de protesto” que o mercado da música queria lhe enfiar por conta do sucesso de Carcará. Bethânia já era uma artista maior desde os 18 anos.

Quando o cerco comercial ameaçou se fechar, a cantora voltou para a Bahia e somente retornou ao Rio quando já vislumbrava um caminho pessoal e independente que começou a trilhar em 1967 com a edição do álbum dividido com Edu Lobo e com a estreia do show Comigo me desavim, espetáculo que apontou um estilo que seria aprimorado pela intérprete quatro anos depois com o referencial show Rosa dos ventos (1971).

O resto é uma história das mais nobres do universo da música brasileira. A história de uma artista tão verdadeira que resiste a uma lenda como a chegada de Maria Bethânia ao Rio de Janeiro com “17” anos.

Aos 81 anos, João Roberto Kelly entra em campo no Carnaval de 2020 com a Marchinha do Mister. Mister é apelido de Jorge Jesus, o técnico português de futebol que tem garantido vitórias ao Flamengo desde que passou a comandar o time carioca.

Embora seja torcedor do fluminense caracterizado como “tricolor doente”, o compositor carioca louva Jesus na marchinha inédita que irá apresentar em primeira mão em shows agendados na cidade do Rio de Janeiro (RJ) para 15 de fevereiro (no Centro da Música Carioca Artur da Távola) e 19 de fevereiro (no Teatro Rival Refit).

“Ponha o Mister na Seleção / E o Brasil é campeão / A convocação / Ele resolve na hora / É o time do Flamengo / Com mais dois ou três de fora”, propõe João Roberto Kelly em versos da Marchinha do Mister.

Recorrente no Carnaval carioca, a assinatura de João Roberto Kelly – cabe lembrar – está em marchinhas antológicas como Cabeleira do Zezé (1964), Dança do bole bole (1977), Maria Sapatão (1981) e Mulata Yê Yê Yê (1964).

Blog do Mauro Ferreira

Capa do álbum 'Quadra', do grupo Sepultura — Foto: Arte de Christiano Menezes

Capa do álbum ‘Quadra’, do grupo Sepultura — Foto: Arte de Christiano Menezes

Resenha de álbum

Título: Quadra

Artista: Sepultura

Gravadora: Nuclear Blast Records / BMG (Brasil)

Cotação: * * * * 1/2

♪ É até injusto com o Sepultura sentenciar que, a partir do recém-lançado álbum Quadra, a banda mineira de thrash metal se livra definitivamente da assombração dos fantasmas dos irmãos Igor e Max Cavalera.

O álbum anterior do grupo, Machine Messiah (2017), já tinha exposto todo o peso e poder da banda na formação atual com Andreas Kisser (guitarra), Derrick Green (voz), Eloy Casagrande (bateria) e Paulo Jr. (baixo).

Petardo certeiro arremessado no mercado fonográfico na sexta-feira, 7 de fevereiro, Quadra é álbum mais de consolidação do que de afirmação do Sepultura pós-Cavaleras. Mais um álbum de consolidação, aliás. Discos anteriores dos anos 2010 já tinham sinalizado que a banda vinha caminhando bem após década titubeante.

Só que o álbum Quadra – formatado na Suécia em agosto de 2019 pelo produtor musical de Jens Bogren, muito responsável pela ótima fase fonográfica da banda – é disco pautado por grandiosidade épica que arrepia já na primeira das 12 músicas, Isolation, apresentada pelo Sepultura em primeira mão no show que fez no Rock in Rio 2019.

Means to an a end e Last time – com direito a um dos muitos solos de guitarra de Andreas Kisser que, ao longo do disco, conquistam até quem não é metaleiro – preservam o alto nível da primeira das quatro faces de Quadra.

Sim, o álbum é conceitualmente estruturado em quatro partes sequenciais, representadas cada uma por três músicas. A primeira é a mais explicitamente thrash. A segunda parte – composta pelas músicas Capital enslavementAli Raging void (com coros épicos e dose maior de groove) – destaca o toque de percussões tribais.

Sem clonar a fórmula de álbuns antológicos como Roots (1996), o Sepultura reutiliza referências do passado, como o som tribal, para seguir em frente. Com o detalhe de que esse tripé mais percussivo de Quadra preserva o som e a fúria da parte thrash. Não há uma quebra na primeira transição de Quadra. A brutalidade do som e do canto de Eloy Casagrande conecta a primeira parte à segunda.

Sepultura lança o 15º álbum de estúdio, 'Quadra', com 12 músicas divididas em quatro partes — Foto: Marcos Hermes / Divulgação

Sepultura lança o 15º álbum de estúdio, ‘Quadra’, com 12 músicas divididas em quatro partes — Foto: Marcos Hermes / Divulgação

A unidade aparenta rachar a partir da introdução da sétima faixa, Guardians of earth, iniciada com suave toque de violão, mas logo o peso é retomado. Ainda assim, há nítida mudança de clima a partir de Guardians of earth, com a valorização de passagens instrumentais, mote da terceira face do álbum.

The Pentagram se insere nessa leva, evidenciando a dinâmica inventiva da marcação da bateria de Eloy Casagrande entre solos da guitarra de Kisser. A faixa Auten completa essa terceira parte do álbum Quadra com prova de que o vocal agressivo de Derrick Green se encaixa nessa moldura de acabamento instrumental mais sobressalente.

Iniciada pela música-título Quadra, tema instrumental levado ao violão em meros 47 segundos, a quarta e última parte do álbum prioriza vocais mais melódicos em Agony of defeat e em Fear, pain, chaos, suffering, música gravada com a adesão vocal de Emmily Barreto, cantora da banda potiguar Far From Alaska.

Quadra perde (somente) um pouco do poder de sedução nesta quarta parte sem deixar de se impor, no todo, como um dos melhores álbuns do Sepultura por mostrar – cabe ressaltar – uma banda que sabe seguir em frente, com vigor, entre ecos do passado de glória.

Em cena desde 1984, o Sepultura atravessou fases menos produtivas nesses 36 anos de vida ininterrupta, sobretudo nos anos 2000. Mas a banda já tinha reencontrado o rumo muito antes de Quadra e mesmo de Machine Messiah.

Quadra é o 15º álbum de estúdio na trajetória assombrosa do Sepultura. Mas parece até o primeiro por estar impregnado de frescor e de uma energia típica da juventude.

Colaborou Mauro Ferreira

Após um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC), o ator Milton Gonçalves respirava com auxílio de ventilação mecânica no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, na Zona Norte do Rio, confirme boletim divulgado nesta quinta-feira (13). Ele foi internado na unidade nesta segunda-feira (10).

Até a tarde desta quinta, o ator permanecia na unidade neuro intensiva do hospital.

A unidade de saúde informou que foi iniciada a diminuição da sedação para uma avaliação neurológica. O estado de saúde de Milton é estável e inspira cuidados.

A principal agência de registros atmosféricos dos Estados Unidos confirmou, nesta quinta-feira (13), que 2020 teve o janeiro mais quente da história. A Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) faz o registro de temperatura há 141 anos.

No início de fevereiro, o serviço europeu Copernicus já havia anunciado esse recorde de temperatura.

O novo marco é apenas o mais recente de uma série de recordes climáticos quebrados nos últimos anos.

A Agência divulgou que o janeiro de 2020 é o 44º consecutivo que registra a temperatura acima da média. Além disso, considerando todos os meses do ano, janeiro de 2020 foi o 421º acima da média do século XX.

A temperatura, considerando a registrada em terra e no mar, foi 1,13ºC acima da média registrada em todo o século XX.

Os registros da Noaa apontam que a Terra segue em aquecimento, o que acende alerta para a crise climática, apontada por muitos especialistas como um dos maiores problemas que a humanidade vai enfrentar no século XXI.

Considerando-se o Hemisfério Sul, a agência mostra 0,78ºC acima da média – seu segundo mês de janeiro mais quente já registrado, atrás apenas de 2016.

Outro dado que aponta uma tendência de aquecimento do planeta mostra que os quatro meses de janeiro mais quentes são os de 2016 para cá.

Quando se recortam os dez maiores registros, observa-se que eles se deram após 2002, segundo a Noaa.

Foto de arquivo mostra uma vista aérea de grandes icebergs flutuando enquanto o sol nasce perto de Kulusuk, na Groenlândia. A Groenlândia está derretendo mais rapidamente na última década e, neste verão, viu dois dos maiores derretimentos já registrados desde 2012.  — Foto: Felipe Dana/AP

Foto de arquivo mostra uma vista aérea de grandes icebergs flutuando enquanto o sol nasce perto de Kulusuk, na Groenlândia. A Groenlândia está derretendo mais rapidamente na última década e, neste verão, viu dois dos maiores derretimentos já registrados desde 2012. — Foto: Felipe Dana/AP

Os principais eventos climáticos de janeiro de 2020

A Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) destacou alguns dos principais acontecimentos climáticos do mês de janeiro:

  • Temperaturas recordes: em partes da Escandinávia, Ásia, Oceano Índico, Oceano Pacífico central e ocidental, Oceano Atlântico e América Central e do Sul. Nenhuma área terrestre ou oceânica apresentava temperaturas recorde em janeiro.
  • Redução do registro de geleira marinha: A extensão da cobertura de gelo do mar Ártico ficou 5,3% abaixo da média de 1981 a 2010. A cobertura antártica de gelo marinho durante janeiro ficou 9,8% abaixo da média e empatou com janeiro de 2011 como o décimo menor índice já registrado.
  • Diminuição da cobertura de neve: A cobertura de neve do Hemisfério Norte estava abaixo da média de 1981 a 2010. Janeiro de 2020 registrou a 18ª menor cobertura de neve em janeiro em 54 anos.

G1

Nenhum apostador acertou os seis números do concurso nº 2.233 da Mega-Sena dessa quarta-feira (12). Ainda não houve vencedores do prêmio neste ano. Foram sorteados os números 04, 06, 32, 35, 41, 45. Segundo estimativa da Caixa, o concurso de sábado (15) deverá pagar R$ 120 milhões.

A quina teve 89 apostas vencedoras e cada uma vai receber um prêmio de R$ 75.344,43. A quadra saiu para 8.107 apostadores, que receberão prêmio de R$ 1.181,63.

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 4,50. Nesse caso, a chance de acerto (probabilidade estatística) é de uma em mais de 50 milhões.

O setor de serviços da Paraíba apresentou uma alta de quase 3% no período de um ano, entre os meses de dezembro de 2018 e 2019, conforme uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A variação de 2,9% é maior do que a média nacional, de 1,6%.

O setor inclui serviços como os de alojamento e alimentação; de tecnologia da informação e comunicação; de transporte e correio; atividades audiovisuais; e serviços profissionais, administrativos e complementares.

A alta paraibana só foi menor do que as variações de Roraima, com 13,2%; Amazonas, com 3,2%; Rio de Janeiro, com 6,5%; São Paulo, com 3,8; e Rio Grande do Norte, com 3,8%.

Já quando observado o período de 12 meses, o volume de serviços na Paraíba teve um decréscimo de 0,6%, já a média nacional variou positivamente 1%. Nesse mesmo intervalo, a receita nominal do setor no estado registrou a 9ª menor variação do país, de 4,8%.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) divulgou a primeira chamada para candidatos da lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020.1, na manhã desta quinta-feira (13). As convocações estão sendo feitas por cada um dos campi, por isso o candidato deve buscar a lista específica do curso para qual que estava concorrendo.

Para manifestar interesse na lista de espera, o candidato deve comparecer ao campus, munido da documentação básica e específica exigidas no edital. As matrículas vão ocorrer seguindo a ordem de classificação até o limite de vagas Cada campus tem seu cronograma.

É necessário também acessar o Portal do Estudante preencher eletronicamente todos os itens do Formulário de Pré-matrícula, imprimir e entregar junto com a documentação no Campus.

O IFPB ofereceu por meio do Sisu um total de 1.430 vagas para cursos presenciais de nível superior.

Cronograma de matrícula por campi

Cabedelo

  • Manifestação de Interesse: De 17/02/2020 a 19/02/2020
  • Análise de documentação: De 18/02/2020 a 20/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 20/02/2020

Cajazeiras

  • Manifestação de Interesse: De 17/02/2020 a 19/02/2020
  • Análise de documentação: De 17/02/2020 a 21/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 27/02/2020

Campina Grande

  • Manifestação de Interesse: De 14/02/2020 a 18/02/2020
  • Análise de documentação: De 14/02/2020 a 20/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 21/02/2020
  • Recursos: De 27/02/2020 a 28/02/2020
  • Resultado: Em 02/03/2020

Guarabira

  • Manifestação de Interesse: De 13/02/2020 a 17/02/2020
  • Análise de documentação: De 13/02/2020 a 19/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 19/02/2020

João Pessoa

  • Manifestação de Interesse: De 17/02/2020 a 19/02/2020
  • Análise de documentação: De 18/02/2020 a 02/03/2020
  • Confirmação de matrícula (previsão): Em 03/03/2020
  • Recursos: De 04/03/2020 a 05/03/2020
  • Resultados dos recursos (previsão): Em 06/03/2020

Monteiro

  • Manifestação de Interesse: De 13/02/2020 a 17/02/2020
  • Análise de documentação: De 13/02/2020 a 18/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 19/02/2020

Patos

  • Manifestação de Interesse: De 13/02/2020 a 18/02/2020
  • Análise de documentação: De 13/02/2020 a 19/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 19/02/2020
  • Recursos: De 20/02/2020 a 21/02/2020

Picuí

  • Manifestação de Interesse: De 13/02/2020 a 18/02/2020
  • Análise de documentação: De 13/02/2020 a 19/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 20/02/2020

Princesa Isabel

  • Manifestação de Interesse: De 17/02/2020 a 19/02/2020
  • Análise de documentação: De 17/02/2020 a 20/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 20/02/2020

Sousa (São Gonçalo)

  • Manifestação de Interesse: De 17/02/2020 a 19/02/2020
  • Análise de documentação: De 17/02/2020 a 21/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 27/02/2020
  • Recursos: Em 28/02/2020

Sousa

  • Manifestação de Interesse: De 17/02/2020 a 19/02/2020
  • Análise de documentação: De 17/02/2020 a 21/02/2020
  • Confirmação de matrícula: Em 27/02/2020
  • Recursos: Em 28/02/2020

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) emitiu uma nota alertando pais e educadores sobre o perigo da “brincadeira quebra-crânio” ou “desafio da rasteira”, que viralizou nas redes sociais, nesta semana. Na terça-feira (11), vídeos em que adolescentes aplicam rasteiras uns aos outros começaram a circular na internet, o que preocupou pais e mães neste período de início de ano letivo.

A nota da SBN reforça que o “desafio”, que provoca uma queda brutal, pode causar lesões irreversíveis ao crânio e à coluna vertebral. “A vítima pode sofrer danos no desempenho cognitivo, fratura de vértebras, perder movimentos do corpo e até morrer”.

Em um dos vídeos que ganharam as mídias sociais, três alunas do Colégio Marista de Natal aparecem reproduzindo o desafio da rasteira. Segundo a vice-diretora educacional da instituição, Ilce Mara da Silva, a escola tomou conhecimento do fato e adotou “medidas preventivas”.

“Dialogamos, conversamos, explicamos os riscos, junto com a família delas. São ótimas alunas, mas que agiram na impulsividade. Além desse episódio em específico, também adotamos medidas preventivas educativas durante todo o ano”, afirma.

A nota da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia afirma que “o que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo. Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação.”

Brincadeira em escola causa morte em escola do interior do RN

Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos morreu em Mossoró, Oeste potiguar, depois de bater a cabeça enquanto participava da brincadeira. Embora tenha acontecido há três meses, a morte de Emanuela Medeiros se popularizou nesta semana. O caso da estudante, que sofreu traumatismo craniano em uma outra “brincadeira” perigosa, foi compartilhado nas redes sociais como um alerta para o perigo do “desafio quebra-crânio”.

Confira a nota da SBN na íntegra:

Prezados (as) senhores (as),⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) vem, por meio deste, alertar aos #pais e #educadores sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do #desafio “quebra-crânio”, que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Sem mais para o momento, subscrevemo-nos.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Diretoria
Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)