Começam nesta segunda-feira (44) as inscrições para a seleção do Curso de Formações de Oficiais (CFO) 2022 do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba. A seleção é para 12 vagas para candidatos que tenham ensino superior completo. A remuneração começa com R$ 3.124,23, no primeiro ano como cadete, e chega até R$ 7.791,20 para 2º tenente do Corpo de Bombeiros. As inscrições seguem até dia 22 de outubro, no site do Corpo de Bombeiros. A taxa de inscrição é de R$ 70.

Para concorrer, os interessados devem estar inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio 2021 (Enem 2021). Também existem outros requisitos, que estão disponíveis no edital. Entre as exigências estão a idade entre 18 e 32 anos no ano de 2022, a altura mínima de 1,65 m para homens e 1,60 m para mulheres e ser aprovado em todas as etapas do concurso.

O certame tem etapas complementares, que compreendem os exames psicológicos, de saúde e de aptidão física, e última etapa é a avaliação social. O concurso tem validade de um mês, a contar a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogados por igual período.

O CFO dos Bombeiros tem duração de três anos letivos, em tempo integral e regime de dedicação exclusiva, na Academia de Bombeiro Militar Aristarco Pessoa, em Mangabeira, em João Pessoa.

Isenção da taxa de inscrição

No CFO, doadores de sangue, que nos últimos doze meses realizarem três doações, doadores de medula óssea cadastrados na rede oficial e doadoras regulares de leite materno até um ano atrás, têm isenção da taxa de inscrição. Para isso, os candidatos e candidatas devem fazer uma solicitação, a partir desta segunda (4) e até o dia 8 de outubro, por meio do site do Corpo de Bombeiros.

Remuneração já no curso

O ingresso no CFO vai ser na graduação de praça especial, como cadete, nos três anos. Após a conclusão do curso, com aproveitamento, os concluintes são declarados aspirantes a oficial aos Bombeiros. Em seguida, deve ser feito um estágio probatório de, no mínimo, seis meses. Após a conclusão do estágio, os aspirantes são promovidos ao posto de 2º tenente BM.

A formação prepara o profissional para comandar e coordenar as ações de segurança pública, através de ações e operações de Bombeiro Militar, e ainda, comandar guarnições e operações de salvamento e combate à incêndios, executar ações de Defesa Civil, realizar vistorias técnicas em edificações e atividades de guarda vidas; gerenciar recursos humanos e logísticos, participar do planejamento de ações e operações de Bombeiro Militar, desenvolver estudos e pesquisas voltadas para a segurança de pessoas e bens e atuar em socorro de resgate e atendimento pré-hospitalar.

Curso de Formação de Oficiais (CFO) do Corpo de Bombeiros

Jornal da Paraíba

Uma mulher de 32 anos foi assassinada a tiros em um bar localizado no Centro da cidade de Guarabira, no Agreste da paraibano, na madrugada desta segunda-feira (4).

Segundo a Polícia Civil, a vítima passava pelo local com amigas quando foi abordada pelo suspeito do crime, que estaria sob efeito de drogas, tendo início uma discussão, supostamente por motivo fútil, não determinado pelas investigações até a publicação desta matéria.

“O suspeito efetuou pelo menos cinco disparos de arma de fogo contra a mulher, vitimando também o feto. Ele é presidiário do regime semiaberto da cidade de Alagoinha e já tem passagens pela polícia por tráfico, roubo e tentativa de homicídio”, disse um dos policiais que atuaram na ocorrência, que acrescentou que o criminoso não teria qualquer relação de proximidade com a vítima.

Não houve registro de outros feridos no caso. A polícia segue com buscas pelo suspeito na região.

Dois homens morreram neste domingo (3) após serem atingidos por disparos de arma de fogo dentro de um bar, na cidade de Cuité, na Paraíba. Os tiros teriam sido efetuados por outro homem após um desentendimento.

Após a discussão, o suspeito teria sacado uma arma de fogo e efetuou os disparos contra os dois homens, que morreram no local.

Um adolescente de 17 anos também foi baleado e duas mulheres foram atingidas. Uma delas e o adolescente foram encaminhados para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. O suspeito do crime fugiu e até as 5h50 desta segunda-feira (4) não foi localizado.

A Paraíba vai receber nesta terça-feira (5) 141.770 doses de vacinas contra a Covid-19. De acordo com o secretário de estado da saúde (SES), Geraldo Medeiros, são doses da Pfizer e AstraZeneca.

Ainda de acordo com o secretário, por volta de 1h, chegam ao Aeroporto Internacional Castro Pinto 76.250 doses da AstraZeneca, que devem ser utilizadas apenas para a aplicação da segunda dose.

Por volta das 15h, um lote com 65.520 doses da Pfizer também devem chegar na Paraíba. A SES ainda não divulgou, no entanto, para que público os imunizantes serão destinados.

Até esta segunda-feira (4) 2.981.502 doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas na Paraíba, sendo 2.723.156 de primeira dose, 1.381.391 de segunda dose e 44.807 de dose única.

O governo pretende revacinar toda a população contra a covid-19 no ano que vem, mas ainda não se sabe de onde virá o dinheiro para comprar as doses.

Em entrevista ao Valor, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou que o ministro Marcelo Queiroga deve apresentar nos próximos dias um planejamento vacinal e para o manejo sanitário da pandemia em 2022.

A ideia é, além de adquirir uma dose por pessoa, assegurar a opção de compra em caso de necessidade de nova revacinação.

“A gente conversa com laboratórios. A Europa e grande parte dos países que já fecharam contrato para o ano que vem têm ido com essa estratégia de reforço: revacinação com uma dose por pessoa”, disse.

Mas a indefinição sobre os recursos para garantir os imunizantes vem gerando receio entre secretários estaduais e municipais da área. O principal foco de preocupação é a drástica queda prevista no Orçamento para o combate à pandemia em 2022.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado em agosto ao Congresso, a previsão para essa rubrica é de R$ 7 bilhões. O volume é pouco se comparado aos R$ 42,2 bilhões desembolsados em 2020 e dos R$ 47,1 bilhões autorizados neste ano, segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula.

“Estamos preocupados porque o que tem previsto para o enfrentamento da pandemia em 2022 são R$ 7 bilhões. Nem para comprar vacinas daria”, disse Lula ao Valor.

Orçamento

Rodrigo Cruz, porém, assevera que dinheiro não faltará. Com o Orçamento engessado por conta do teto de gastos, a pasta conta com os recursos a serem liberados em caso de aprovação da PEC dos Precatórios, que deve gerar uma folga de R$ 33 bilhões que seriam destinado ao pagamento dessas dívidas judiciais. Sem a PEC, restaria pedir a abertura de crédito suplementar ao Congresso.

Em 2020, o Brasil desembolsou R$ 2,2 bilhões dos R$ 24,5 bilhões previstos para a aquisição de vacina e insumos, segundo o Painel de Monitoramento dos Gastos da União com Combate à Covid-19 do Tesouro Nacional. Neste ano, já foram gastos R$ 13,2 bilhões de ante um total previsto de R$ 26,2 bilhões.

“A principal mensagem que a gente precisa passar não só para o mercado, mas para a sociedade, é que o governo federal fez e fará todos os esforços para garantir a vacinação para todos os brasileiros”, afirmou Rodrigo Cruz.

Além dos imunizantes, será necessário planejar o atendimento de pessoas com sequelas da covid-19 e a grande quantidade de cirurgias e procedimentos eletivos represados por conta da pandemia.

O governo deve atender o pleito de Estados e municípios e manter ao menos 5 mil dos 25 mil novos leitos de UTI abertos durante a pandemia, segundo Cruz. Antes da pandemia, o país tinha 20 mil leitos, número que chegou a 45 mil. Caso se confirme a medida, o país terá 20% leitos a mais do que antes da chegada da covid-19.

Conversa Política

Começa a valer nesta segunda-feira (4) o limite de R$ 1 mil para transferências e pagamentos realizados por pessoas físicas das 20h às 6h, incluindo o PIX. Pessoas jurídicas (empresas) não serão atingidas com a medida.

O limite poderá ser alterado a pedido do cliente, através dos canais de atendimento eletrônicos. Porém, a instituição financeira deve estabelecer prazo mínimo de 24 horas para a efetivação do aumento.

Segundo o Banco Central, os bancos devem oferecer aos seus clientes a opção de cadastrar previamente contas que poderão receber transferências acima dos limites estabelecidos.

O PIX é um mecanismo de transferência de recursos que opera em tempo real, 24 horas por dia. Recentemente, a tecnologia passou a ser utilizada por criminosos para a prática de fraudes.

A limitação de transferências e pagamentos é uma das medidas anunciadas pelo Banco Central para tornar o PIX mais seguro e reduzir a vulnerabilidade dos sistemas às ações de criminosos.

Todas as mudanças devem entrar em vigor em 16 de novembro. Entre as novas medidas, estão o bloqueio preventivo dos recursos em caso de suspeita de fraude e notificações obrigatórias de transações rejeitadas.

O Banco Central também informou que mudou o regulamento do PIX para deixar claro que os bancos devem ser responsabilizados por “fraudes decorrentes de falhas nos seus próprios mecanismos de gerenciamento de riscos”.

Novas medidas

  • Bloqueio cautelar: medida vai permitir que o banco que detém a conta do usuário possa efetuar um bloqueio preventivo dos recursos por até 72 horas em casos de suspeita de fraude. Sempre que o bloqueio cautelar for acionado, a instituição deverá comunicar imediatamente ao cliente.
  • Notificação de infração: notificação de infração deixará de ser facultativa e passará a ser obrigatória. Mecanismo visa permitir que os bancos registrem uma marcação na chave PIX, no CPF/CNPJ do usuário e no número da conta quando há “fundada suspeita de fraude”. Essas informações serão compartilhadas com as demais instituições financeiras para aumentar aos mecanismos de prevenção a fraudes;
  • ampliação do uso de informações para fins de prevenção à fraude: será criada uma nova funcionalidade que permitirá a consulta de informações vinculadas às chaves PIX. Assim, informações de notificação de fraudes estarão disponíveis para todos os participantes do PIX, que poderão utilizar essas informações em seus processos como, por exemplo, abertura de contas;
  • mecanismos adicionais para proteção dos dados: mecanismos adotados pelos bancos devem ser, no mínimo, iguais aos mecanismos implementados pelo BC. Os bancos também terão de definir procedimentos de identificação e de tratamento de casos em que ocorram excessivas consultas de chaves PIX.

“Essas medidas, na avaliação do BC, criam incentivos para que os participantes aprimorem cada vez mais seus mecanismos de segurança e de análise de fraudes”, afirmou o Banco Central em nota.

G1

Por conta da falta de chuvas no Brejo paraibano, a barragem Canafístula II, em Borborema, que abastece municípios da região como Solânea e Bananeiras, entrou em colapso e não tem mais capacidade para abastecer a região com água nas torneiras. Segundo a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Araruna, Riachão, Damião, Tacima e Dona Inês estão sem fornecimento de água pelas torneiras por tempo indeterminado.

Com o colapso no abastecimento na região, diversos problemas foram acarretados por conta da falta d’água. Moradores de Solânea e Bananeiras, as cidades mais afetadas com o colapso, precisam se deslocar de suas casas para conseguir água ou até mesmo recorrer à compra d’água por meio de vendedores em carros pipa.

A barragem Canafístula II tem capacidade para 4.102.626,00 m³ de armazenamento de água em seu reservatório, mas, atualmente, só tem 1,45% armazenado, o que equivale a 59,650 m³, de acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa).

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Crise hídrica e colapso de abastecimento modifica rotina da população no Brejo da Paraíba — Foto: Erickson Nogueira/g1

Crise hídrica e colapso de abastecimento modifica rotina da população no Brejo da Paraíba — Foto: Erickson Nogueira

Nos últimos sete anos, a barragem apresentou média abaixo de 30% da capacidade total (apenas em junho de 2018, a barragem apresentou capacidade acima dos 30%, tendo atingido 32,43% da capacidade total na ocasião), e a partir de julho de 2020, quando o reservatório apresentava 29,98% de sua capacidade total, apresentou queda livre no seu armazenamento até o colapso, em setembro de 2021.

Uma das causas do colapso da barragem de Canafístula II foi a falta de chuvas na região, que não supriram a demanda para evitar a exponencial queda da capacidade do reservatório, uma vez que ele não conta com afluentes de recarga significativa. De acordo com Marle Bandeira, meteorologista da Aesa, as condições oceânicas não foram favoráveis para a ocorrência de chuvas na região do Brejo paraibano, o que dificultou a manutenção de volumes hídricos no reservatório.

“As condições oceânicas e atmosféricas não estavam favoráveis, principalmente as condições do oceano Atlântico. Nos últimos anos e meses as condições não estavam favoráveis para a ocorrência de chuvas abundantes nesta região”, disse Marle.

A meteorologista relatou que o Brejo atravessa por um período de estiagem natural nesta época do ano e que as chuvas na região são mais significativas entre os meses de inverno, mas a precipitação está abaixo da média nos últimos anos.

“As chuvas que ocorreram ultimamente não foram suficientes para ter uma recarga significativa [do reservatório] na região do Brejo. As chuvas foram abaixo da média. O período mais chuvoso para a região é entre abril e julho, e para os próximos três meses é o período normal de estiagem, é uma estiagem natural que faz parte da região”, concluiu a meteorologista.

Aglomeração de pessoas para conseguir encher os reservatórios de água — Foto: Erickson Nogueira/g1

Aglomeração de pessoas para conseguir encher os reservatórios de água — Foto: Erickson Nogueira

Tragédia anunciada?

A partir de julho de 2020, a barragem Canafístula II apresentou queda livre no montante hídrico armazenado no reservatório. Na ocasião, o reservatório tinha 29,98% de água armazenada e, pouco mais de um ano depois, foi decretado o colapso de abastecimento. Para os moradores da região, o desabastecimento era previsível.

“Enxergo [a situação] como a confirmação de uma tragédia que já era anunciada há tempos anos. Está mais difícil a cada dia e isso sim me preocupa, não só a mim, mas a região inteira”, disse dona Josefa, mãe da estudante Karla Lidiane, que já imaginava que o colapso da barragem que abastece o município de Solânea poderia chegar a esse ponto.

Com a falta de água, muitos problemas e novas rotinas acabam se criando e fazendo parte do cotidiano de cada morador. Como a água não chega nas torneiras, uma maneira acessível é recorrer ao abastecimento por caminhão pipa.

O motorista de caminhão-pipa José Hildeberto Ribeiro Santos, da cidade de Araruna, se desloca duas vezes por dia até o ponto de abastecimento fornecido pela Cagepa em Solânea, num trajeto de 45 km de distância, para abastecer o caminhão (com capacidade para 9/10 mil litros de água) e levar água para a cidade de Araruna.

Poder público tenta amenizar a crise hídrica no Brejo

De forma imediata, as autoridades políticas da região tomaram iniciativas pontuais para amenizar a crise nas cidades afetadas. Em Solânea, o prefeito Kayser Rocha (DEM) falou sobre as medidas que a administração municipal está tomando para diminuir os impactos do colapso hídrico na cidade.

“Nós estamos trabalhando com ações para minimizar os impactos na cidade. Distribuímos caixas d’água pelo município, sendo dez fornecidas pela Cagepa e já colocamos mais quinze. O nosso objetivo é chegar a pelo menos a 30/35 caixas d’água espalhadas pelo município, e, com os nossos carros-pipa, também abastecer essas caixas. É um momento dificílimo, a maior crise hídrica da história da nossa região, da nossa cidade de Solânea também”, pontuou o prefeito.

O prefeito da cidade de Solânea lamentou que a região esteja passando por essa situação de colapso hídrico e comentou que faltou planejamento macro (abarcando todos os municípios) para evitar que chegasse ao ponto em que se encontra no momento.

“Faltou interligarmos as barragens e as nossas adutoras. Faltou precipitação, diminuiu os índices pluviométricos e, consequentemente, não se preparou, de forma macro, a infraestrutura hídrica na nossa região. O Brejo sempre foi tido como uma região de muita água, mas aos poucos foi acabando e chegamos a esse cenário que já era desenhado há algum tempo, mas que não se tomou, ao longo dos anos, uma medida efetiva para que nós não chegássemos a esse ponto”, disse Kayser.

População enche reservatórios pessoais para consumo nos pontos de distribuição — Foto: Maria Oliveira/Arquivo Pessoal

População enche reservatórios pessoais para consumo nos pontos de distribuição — Foto: Maria Oliveira/Arquivo Pessoal

Na cidade ao lado, em Bananeiras, a situação é similar ao que acontece em Solânea. A administração municipal investiu na perfuração de poços artesianos em pontos estratégicos da cidade para servir de ponto de abastecimento para a população da cidade. De acordo com a prefeitura do município de Bananeiras, serão perfurados 16 poços artesianos no município, além da instalação de caixas d’água para consumo da população.

As duas cidades, inclusive, estão em estado de calamidade pública definido por decreto e publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE), numa medida tomada por conta da crise hídrica que afeta a região. Em Bananeiras a medida foi publicada no dia 22 de setembro e para Solânea, foi definida a partir de 29 de setembro, válida por 180 dias e o estado solicita ajuda do governo federal para amenizar os efeitos da falta de água na região.

A Cagepa, no dia 6 de setembro, ao anunciar o colapso da barragem Canafístula II e desabastecimento para os municípios, também comunicou, numa ação imediata, que a população não receberá mais contas de água enquanto não for restabelecido o fornecimento na região. É uma medida que vale por tempo indeterminado, até a resolução da falta de abastecimento nas torneiras.

No mesmo dia em que a Cagepa divulgou a nota sobre a crise hídrica no Brejo, o governador João Azevêdo (Cidadania) comunicou que o governo do Estado irá dispor de algumas medidas para o enfrentamento da falta de água na região. Dentre essas medidas está a construção de uma adutora que irá interligar o sistema hídrico para aproveitar as águas da transposição do Rio São Francisco, partindo de Campina Grande até a região do Brejo, por intermédio da barragem de Camará, que fica situada entre os municípios de Alagoa Nova e Areia, e o projeto está em andamento.

Uma medida que está sendo tomada na região é a perfuração de poços artesianos para captar água do subsolo da região e ser mais uma alternativa para atravessar a crise. Em Solânea foram perfurados dois poços e mais cinco (quatro por parte do governo do Estado e um pela gestão municipal) ainda aguardam licitação para serem perfurados, e em Bananeiras, serão perfurados 16 poços artesianos, de acordo com informações da prefeitura do município.

De acordo com o professor Pedro Viana, do departamento de geociências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), essa perfuração de poços artesianos em grande quantidade pode amenizar a crise, mas, no médio/longo prazo, pode causar impactos danosos ao meio hídrico presente no subsolo da região.

“O uso das águas subterrâneas só é viável onde os aquíferos estão presentes, e não é o caso do Brejo paraibano. A Paraíba só tem bons aquíferos no extremo leste do estado, na região litorânea e na bacia do Rio do Peixe, no extremo oeste do estado. Fora disso, é usar mal o dinheiro público para perfurar poços. Entendo que em situações como essa, essa tentação sempre aparece, mas se os depósitos de águas subterrâneas [aquíferos] não são abundantes, não adianta perfurar”, esclareceu o professor.

A estudante Maria José Ramos de Oliveira, que é graduanda do curso de geografia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), também compartilha da mesma preocupação que o professor Pedro Viana. Segundo ela, os poços perfurados pela prefeitura e os poços de propriedade privada perfurados em grande escala prejudicam o material hídrico do subsolo e ameaçam a reserva natural da região.

“Temos que ter consciência de que a retirada excessiva das águas subterrâneas que está ocorrendo agora pode causar danos para nós mesmos ao longo do tempo. Com a diminuição das chuvas, os reservatórios subterrâneos não estão sendo reabastecidos e podem secar. O que faremos se isso acontecer? Onde iremos buscar outra fonte de água? Na minha opinião, faltou e falta planejamento das autoridades responsáveis para situações como essa”, disparou a estudante sobre a excessiva perfuração de poços artesianos na região de Bananeiras e Solânea.